FINALIDADE DO BLOG

Humanistas é um espaço para os professores de Humanas e educandos, foi idealizado pela da Escola Raimundo Honório-PE, com o objetivo de interagir, compartilhar leituras, ideias e insights, promovendo a educação para além das paredes escolares.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

REINO ANIMALIA



        

REINO ANIMALIA

       O Reino Animalia, também conhecido como Metazoa, engloba organismos multicelulares, eucariontes e heterotróficos, como os seres humanos.

Os animais são organismos multicelulares, eucariontes e que apresentam nutrição heterotrófica, ou seja, não são capazes de produzir seu próprio alimento. Apesar de serem bastante distintos anatômica, morfológica e fisiologicamente, todos os animais possuem as três características citadas.
→ Reino Animalia
O Reino Animalia ou Metazoa conta com mais de um milhão de espécies dispostas em mais de 30 filos. Uma das características mais marcantes do reino é a capacidade de locomoção, apesar de existirem também representantes sésseis (não se locomovem). Além disso, os animais possuem células que formam tecidos, com exceção dos poríferos, que não possuem tecidos verdadeiros.
No que diz respeito ao habitat, os animais também apresentam grande variabilidade, pois são encontrados em ambientes aquáticos e também terrestres. Sua dieta também é variada, existindo animais herbívoros, carnívoros, parasitas e até mesmo saprófagos (alimentam-se de cadáveres de plantas e animais).
Costuma-se dividir o Reino Animal em dois grandes grupos principais: os vertebrados e os invertebrados. Esse primeiro grupo, apesar de ser o mais conhecido, representa apenas 5% de todas as espécies de animais existentes. Os invertebrados, por sua vez, agrupam o maior número de espécies, com cerca de 95%. Vale destacar que essa classificação é artificial, sendo utilizada apenas para fins didáticos.
→ Principais grupos de animais
Ainda que existam mais de 30 diferentes filos de animais, costuma-se restringir o estudo desse grupo à análise de apenas nove. Veja a seguir as principais características desses grupos:
→ Poríferos: Grupo mais primitivo de animais. Trata-se de seres sésseis, com corpo repleto de poros, que vivem apenas em ambientes aquáticos. Esses animais possuem simetria radial, mas alguns podem ser assimétricos. Além disso, são seres filtradores cuja digestão ocorre exclusivamente no interior das células (digestão intracelular). Exemplo: Esponjas.
→ Cnidários: Seus representantes são predominantemente marinhos e destacam-se por apresentar dois folhetos embrionários (diblásticos) e simetria radial. Nesse grupo, surge uma cavidade digestiva denominada de cavidade gastrovascular. Entre esses animais, existem ainda representantes de vida livre e sésseis. Exemplo: Águas-vivas e caravelas.
→ Platelmintos: Conhecido popularmente como vermes chatos, esse grupo, que é triblástico e acelomado, apresenta simetria bilateral e achatamento dorsoventral do corpo. Exemplo: Planárias e tênias.
→ Nematódeos: Também conhecidos como vermes, esses animais, diferentemente dos platelmintos, não possuem corpo achatado, e sim cilíndrico e com as extremidades afiladas. Apresentam tubo digestório completo. Exemplos: lombrigas e filárias.
→ Moluscos: Possuem corpo mole, e algumas espécies apresentam corpo recoberto por concha calcária. A maioria dos representantes é marinha, mas existem espécies de água doce e terrestres. Exemplo: Caramujos, polvos e lesmas.
→ Anelídeos: Sua principal característica é o corpo cilíndrico dividido em anéis (segmentado). Existem representantes de água doce, salgada e terra úmida. Exemplos: Minhocas e sanguessugas.
→ Artrópodes: Apresentam corpo segmentado com apêndices articuladose revestido por um exoesqueleto quitinoso. Graças à presença de exoesqueleto, esses animais não crescem constantemente, mas realizam mudas periódicas. Representam o filo com maior diversidade de organismos do Reino Animalia. Exemplo: Insetos e crustáceos.
→ Equinodermos: Todos os representantes são marinhos e apresentam características que os tornam parecidos com os cordados. Exemplo: Estrela-do-mar e ouriços-do-mar.
→ Cordados: Apresentam como característica mais marcante a presença de um bastão flexível e fibroso denominado de notocorda durante alguma fase do desenvolvimento. Exemplos: Peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Logo mais abaixo, você encontrará textos mais específicos sobre os representantes do Reino Animalia e algumas curiosidades desse grupo. Boa leitura!!!

Por Ma. Vanessa dos Santos
Organizado pela Prof.ª Lourdes Duarte.



O que é o Petróleo? - Petrobras

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O QUE SÃO GRUPOS SOCIAIS E INSTITUIÇÕES SOCIAIS.





GRUPOS SOCIAIS



Ao longo de nossas vidas, fazemos parte dos mais diferentes grupos de pessoas, seja por escolha própria, seja por circunstâncias que independem de nossa vontade. Assim, entramos e saímos de vários grupos sociais, os quais certamente são importantes na conformação de nossa educação, de nossos valores e visões de mundo.

Na Sociologia, considera-se que os grupos sociais existem quando em determinado conjunto de pessoas há relações estáveis, em razão de objetivos e interesses comuns, assim como sentimentos de identidade grupal desenvolvidos através do contato contínuo. Estabilidade nas relações interpessoais e sentimentos partilhados de pertença a uma mesma unidade social são as condições suficientes. Além disso, é importante observar que o grupo existe mesmo que não se esteja próximo dos componentes. Prova disso está no fato de que, ao sairmos da última aula da semana, embora fiquemos longe daqueles que compõem nossa sala, a classe por si só não se desfaz, ainda existindo enquanto grupo. Da mesma forma, podemos pensar isso para nossas famílias, o que corrobora o fato de que o grupo é uma realidade intermental, ou seja, mesmo que os indivíduos estejam longe, permanece o sentimento de pertença dentro da consciência de cada um.

Podemos ter grupos sociais como os de participação e de não participação, isto é, aqueles que temos vínculo ou não. A pertença ou não a determinado grupo será fundamental para determinar nosso comportamento em relação aos outros (tomados como pares ou como diferentes), embora saibamos que se por um lado temos o direito de nos identificar ou não com algum grupo, por outro devemos fugir do preconceito e discriminação (em todos os aspectos possíveis) dos que estão em outros grupos. Além desses, podemos ter outros grupos como os de referência (positiva ou negativa), normativos e comparativos, todos servindo de norte ou parâmetro para nossas relações sociais. Nossos grupos de referência positiva na maioria das vezes são os grupos dos quais participamos. No entanto, podemos ter indivíduos que buscam aceitação em grupos que não pertencem, como adolescentes que têm amizades com jovens de mais idade e passam a imitar o comportamento em um período de crise de identidade e questionamentos tão comuns à adolescência. No caso da referência negativa, o mesmo é válido. A família que deveria ser positiva se torna negativa para o adolescente que deseja transgredir um conjunto de valores defendidos por sua família.

Ampliando essa classificação, podemos pensar tanto nos grupos informais como nos formais. É possível dizer que os grupos informais são aqueles do qual que fazemos parte sem uma regra ou norma, necessariamente, controlando o pertencimento. Somos pertencentes por vários fatores do ponto de vista subjetivo, por motivos outros que podem não ser racionais ou por uma escolha aleatória. Um bom exemplo são nossos grupos de amigos, como na escola, no trabalho, no clube, no bairro em que moramos. Vejamos que, se por um lado podemos fazer parte de um mesmo grupo que outro indivíduo apenas pelo fato de estudarmos na mesma escola, por outro isso não significa que de fato todos os alunos sejam amigos. Os grupos informais também podem ser entendidos como grupos primários, isto é, são pequenos e dizem respeito a relações entre as pessoas dadas por semelhança e afinidade, sendo que o objetivo último da relação é ela em si, e não um meio para se alcançar algo.

Já os grupos formais são pautados pela alta racionalidade, e o indivíduo que a ele pertence está pautado por leis, por regras, por uma burocracia racional-legal, quando as relações sociais são mediadas por dispositivos contratuais, como em uma empresa, por exemplo. Os grupos formais também podem ser tomados por grupos secundários, pois são grandes e dizem respeito a relações entre pessoas por interesses em comum, sendo o objetivo último da relação a interdependência. As relações não têm o mesmo grau de permanência que nos grupos informais, já que as relações são apenas um meio para atingir um objetivo em comum.

Vale dizer que com o desenvolvimento do capitalismo enquanto modo de produção ocorreu uma maior divisão do trabalho, tendo como consequência um aumento dos grupos formais, dada a racionalização das relações humanas, pautadas fundamentalmente pela interdependência dos indivíduos nesta lógica capitalista.


Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas






INSTITUIÇÕES SOCIAIS, CONTEÚDOS DO 3º ESTUDOS GERAIS DO 1º BIMESTRE.





INSTITUIÇÕES SOCIAIS



O conceito de instituição social é amplamente utilizado pela Sociologia e analisada por variadas escolas sociológicas. Entende-se por instituição social o conjunto de regras e procedimentos padronizados, reconhecidos, sancionados e aceitos pela sociedade, e que possui um enorme valor social. Nada mais são do que os modos de pensar, de agir e de sentir que o indivíduo encontra estabilidade.

AS PRINCIPAIS SÃO:



1) Família;
2) Instituições de ensino;
3) Instituição religiosa;
4) Instituição jurídica;
5) Instituição econômica;
6) Instituição política;


A Família faz parte do primeiro grupo social que pertencemos, é o tipo de grupo social que tem a composição em variados aspectos que se variam de acordo com o tempo e o espaço. Estas variações podem estar relacionadas quanto ao tipo de família e autoridade ou quanto à forma de casamento, por exemplo.


Ela é o primeiro grupo a ser colocado como exemplo, porém são inúmeras as instituições sociais que podemos citar tais como a Igreja, Estado, Nação e Governo.


Em suma, as instituições sociais são o conjugado de relações entre partes de um grupo, entre conglomerados ou entre pessoas e conglomerados. Qualquer sociedade não tem condições de resistir se não apresentar certo aparelhamento e relacionamento entre seus grupos. Para que uma sociedade exista, são indispensáveis interações conscientes entre os indivíduos da mesma. Se não acontece o aparelhamento (organização), o homem não obtém a sua alimentação, por exemplo. Ou seja, não poderia alcançar com perfeição todos os seus potenciais.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/51304/sociologia-instituicoes-sociais#ixzz3RB1GfA8t

O QUE É UMA INSTITUIÇÃO SOCIAL, CONTEÚDO DE SOCIOLOGIA DO 3º ESTUDOS GERAIS DO 1º BIMESTRE.






O QUE É UMA INSTITUIÇÃO SOCIAL

Por Cristiano Bodart


A “Instituição Social” é uma forma de organização da sociedade. Como exemplo, podemos citar a família, o Estado, a Escola, as ONGs e a denominação religiosa.



A instituição social é uma estrutura social relativamente permanente e marcada por padrões de comportamentos delimitado por normas e valores específicos, sendo marcada por finalidades próprias, além de uma estrutura unificada.



Tomemos como exemplo as denominações religiosas. Por denominação religiosa entendemos as instituições praticantes de uma religião. O cristianismo é uma

religião, já a Igreja Católica Apostólica Romana é uma das denominações religiosas dessa religião. Poderíamos citar como denominação religiosa  a Igreja Universal do Reino de Deus, a Assembleia de Deus, a Igreja Presbiteriana do Brasil, etc.



No caso das denominações religiosas, sua estrutura é marcada por uma hierarquia específica (por exemplo, Pastor, diácono, obreiro, membro, etc.), normas de conduta (por exemplo, não usar determinados objetos ou vestimentas), crenças (por exemplo, crer na Trindade) e valores próprios (não matarás, não cobiçar a mulher do próximo).



Todas as Instituições Sociais têm função (meta, objetivo ou propósito) e estrutura. A função é o elemento agregador, enquanto que a estrutura é o elemento organizador, possibilitador da convivência social.



As instituições podem ser de origem espontânea (família) ou criadas (denominação religiosa). Existem basicamente dois tipos de Instituições Sociais, quanto a sua forma de atuação:



1.    Regulativas;

2.    Operativas:



As Instituições Regulativas, como sugere o nome, tem por característica de atuação a regulação. Aqui se enquadra a denominação religiosa, a escola e a família. As instituições operativas caracteriza-se pela atuação operativa, como por exemplo o os órgãos públicos de operação, como o Departamento de cobrança de Impostos.



 Referência Bibliográfica

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Sociologia Geral. 7ª edição. São Paulo: Atlas, 2010.




Organização: Profª Lourdes Duarte