FINALIDADE DO BLOG

Humanistas é um espaço para os professores de Humanas e educandos, foi idealizado pela da Escola Raimundo Honório-PE, com o objetivo de interagir, compartilhar leituras, ideias e insights, promovendo a educação para além das paredes escolares.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

MITO A TRAGÉDIA OU O MITO DE ÉDIPO





Edipo e Sua herança maldita

A maldição que se abateu sobre Édipo teve início com seu pai Layo, filho de Lábdaco, sábio rei tebano que deu origem aos Labdácidas. Quando Lábdaco faleceu, Layo ainda era muito jovem para governar Tebas. Lico, o fiel conselheiro do rei, assumiu a regência do trono que seria restituído a Layo quando ele completasse a idade para governar. No entanto, os sobrinhos de Lico, Anfião e Zeto, tomaram-lhe o trono.
Temendo por sua vida, Layo fugiu para a Élida sendo acolhido pelo Rei Pélops. Porém Layo se apaixonou por Crisipo, filho mais jovem e preferido do rei, e o raptou. Isso atraiu a fúria de Pelops. Ao fugir Crisipo se precipitou em um poço. Tomado de dor e ódio, Pélops lançou uma maldição sobre Layo que iria se abater sobre todas as suas gerações descendentes.

Layo reassumiu o trono de Tebas, casou-se com a bela Jocasta e se esqueceu da maldição que lhe fora lançada. O reino de Layo se tornou um dos mais prósperos da Grécia quando Jocasta anunciou a chegada do herdeiro. Feliz com a gravidez, Layo se debruçou sobre o ventre da mulher e repentinamente sentiu uma tristeza desconhecida e um estranho desespero.

Tomado pelo presságio, Layo decidiu consultar o Oráculo sobre o herdeiro que revelou uma terrível profecia: “ O filho matará o próprio pai e se tornará o soberano casando-se com a mãe; isto será a ruína de Tebas". Transtornado com tão trágica revelação, Layo revelou a profecia à sua esposa. Quando a criança nasceu, Jocasta viu o filho ser arrancado de seus braços pela força das profecias. Layo em silêncio, tomou a criança e partiu.

Longe do palácio, Layo seguiu ao lado de um escravo para o monte Citeron com a determinação de eliminar o filho. No meio do bosque, olhando para aquela inocência infantil, não teve coragem de matá-lo. Porém, determinado, perfurou os pés do recém-nascido, amarrou-os com uma corrente e pendurou numa árvore. Ali o deixou entregue ao seu próprio destino.

Mas o Destino já decidira que a criança não morreria e que as palavras do Oráculo se cumpririam. Um pastor caminhava pelo bosque e ouviu o choro do pequeno. Compadecido, tomou-o e o levou para Corinto, entregando-o ao Rei Pólibo e sua esposa Mérope, que jamais poderia conceber um filho. Tomados de felicidade, deram-lhe o nome de Édipo, cujo nome significa "o de pés inchados".


Edipo e seu destino

Édipo cresceu feliz em Corinto e foi criado como legítimo filho dos rei Pólibo e sua esposa Mérope. Era admirado por todos, mas nunca lhe fora revelada a verdadeira origem. Porém na juventude, tornou-se inseguro e foi consultar o oráculo. Édipo jamais se fechava para as suas verdades e o oráculo foi cruel em suas palavras, dizendo ao jovem: “Hás de matar o teu pai e desposar a tua própria mãe.”
Diante da cruel profecia, desesperado abandonou Corinto fugindo pelas estradas gregas. Decidira jamais retornar para que não cumprisse a profecia de matar Pólibo e desposar Mérope. Seria eternamente errante, exilando-se de Corinto. Mas os deuses já tinham decidido que se cumpriria a profecia.

Errante pelas estradas, Édipo chegou à encruzilhada de Megas onde convergiam os caminhos de Dáulis e Tebas. Indeciso, não sabia por onde seguir, até que na estrada surgiu inesperadamente a comitiva de Layo comandada por seu arrogante servo Polifontes, exigindo que o forasteiro se retirasse para que o seu amo Layo pudesse passar. Diante das palavras rudes do servo, Édipo não se moveu mantendo-se impassível.

Irritado, o servo Polifontes investiu contra o jovem que, ao defender-se, desferiu um golpe mortal no agressor. Transtornado, Layo se atirou em luta contra o forasteiro. Édipo voltou-se para Layo fitando-o profundamente. Pai e filho não se reconheceram e atracados numa violenta luta, Layo tombou sob a espada de Édipo. Ao cair, banhado em sangue, olhou para o seu agressor acometido de uma estranha ternura, quando a morte o tomou. Apesar de ter cometido os crimes numa luta em defesa pessoal, Édipo sentiu-se estranho diante daqueles mortos.

Prosseguiu o seu caminho errante rumo a Tebas, onde os deuses reservavam para ele o total cumprimento da maldição que o acompanhava. Édipo chegou a Tebas e encontrou a cidade tomada pelo pânico, pois além da morte do rei, a Esfinge, um monstro metade mulher metade leão com cauda de dragão e asas de ave de rapina, lançava um terrível enigma a todos que passavam pela estrada sob a ameaça de devorar quem não soubesse a solução:

- “Qual o animal que tem quatro pés de manhã, dois ao meio dia e três no entardecer?” Ninguém sabia a resposta, e como punição, ela devorava o viajante, fazendo a população refém do medo e do terror. Ao encontrar a Esfinge, Édipo aceitou-lhe o desafio. Ao ouvir o enigma, ele respondeu prontamente: “O homem: na infância arrasta-se sobre os pés e as mãos; na idade adulta, mantém-se sobre os dois pés; e na velhice precisa usar um bastão para andar.”

Diante da inteligência de Édipo, a Esfinge afligiu-se e propôs lançar-lhe um novo enigma: - “São duas irmãs, uma gera a outra, e a segunda é gerada pela primeira. Quem são elas?” Édipo respondeu sem hesitar: “A luz e a escuridão. A luz do dia clareia aberta no céu, gera a escuridão da noite, que, por sua vez, precede a luz do dia”. O jovem respondera a todos os enigmas da Esfinge. Com sabedoria, desvenda-lhe as artimanhas e sortilégios, e ela do alto do rochedo se atirou nas pedras.

A rainha Jocasta havia prometido casar-se com o homem que vencesse a Esfinge e Édipo foi aclamado pelo povo como o seu rei. Frente a frente, mãe e filho não se reconheceram, mas em seus sentimentos confusos, considerados como fruto da paixão, Édipo e Jocasta se tornaram marido e mulher. Por muitos anos Édipo viveu feliz ao lado de Jocasta, gerando com ela os filhos: Ismena, Antígona, Etéocles e Polinice. Tornou-se um soberano sábio e amado pela população tebana.


Édipo e o expurgo de seus pecados

Um dia Tebas foi assolada por uma terrível peste. Nos campos as plantas secavam, os vegetais morriam levando à fome a todos. Preocupado com a tragédia que se abatera sobre o seu reino, Édipo decidiu consultar o oráculo. Mais uma vez, o oráculo foi implacável: “A peste só findará quando o assassinato de Layo for vingado.”
Édipo iniciou uma contundente investigação para descobrir o assassino de Layo e consultou Tirésias, o velho adivinho cego. Capaz de ver na escuridão dos próprios olhos, o passado e o futuro, Tirésias revelou a Édipo que ele era o assassino de Layo. Pensando tratar-se de uma conspiração para tirá-lo do poder, Édipo expulsou Tirésias do seu reino, mas ainda persistia em busca da verdade.

Ao contar a previsão para Jocasta ela o tranquilizou e lhe contou que o Oráculo havia previsto que Layo seria morto pelo próprio filho, porém o filho que tivera havia sido morto no Monte Cinteron. Além disso, Layo havia sido morto numa disputa numa encruzilhada.

Angustiado, Édipo juntava as coincidências quando chegou um mensageiro de Corinto anunciando a morte do Rei Pólibo, que ele ainda julgava ser seu pai. Édipo se sentia triste porém aliviado de que a profecia falhara, quando dissera que seu pai morreria pelas suas mãos. Mas antes que respirasse seu alivio, o mensageiro fêz a revelação de que ele não era filho de Pólibo, e que havia sido recolhido por um pastor no Monte Cinteron.

Ao ouvir a revelação do mensageiro de Corinto, Édipo e Jocasta entenderam a verdade. O homem a quem Jocasta amara e com quem concebera quatro filhos, era ele, o herdeiro maldito. Desesperada, a rainha fugiu para os seus aposentos, e tomada pela indignidade de ter sido a amante do próprio filho, a bela Jocasta enforcou-se. Finalmente Édipo decifrou o seu próprio enigma; era filho de Layo, a quem matara e de Jocasta, a quem desposara.

Desesperado diante da revelação, Édipo correu para os aposentos da rainha esperando o perdão pelo erro do destino, mas encontrou a rainha sem vida. Diante do espelho das suas verdades, Édipo decidiu não mais ver o mundo. Em um ato de desespero, justiça e de punição, ele arrancou os próprios olhos, mergulhando para sempre no mundo da escuridão.

Banido, cego, mendigo e esquálido, Édipo partiu pelas estradas da Grécia a expiar a sua culpa e maldição. Na sua caminhada, Édipo foi sempre conduzido pela filha Antígona, que jamais abandonou o pai. Depois de permanecer andarilho por várias terras, Édipo chegou na Ática. Ali refugiou-se onde finalmente sentiu um alívio para a sua culpa, descansando na felicidade dos justos.

Velho e mendigo, Édipo havia perdido tudo o que pode perder um homem, a juventude, a mãe e esposa, o trono, a riqueza e a visão. Restara-lhe o amor incondicional da filha Antígona. Após ver Édipo errar e a viver o castigo que impusera para si mesmo, Apolo, o deus que sempre profetizara a sua miséria através das armadilhas do Destino, compadeceu de seu sofrimento. O deus da luz confortou-o nos últimos anos de vida, atraindo a benção do Olimpo para o lugar que lhe serviria de sepultura.

Já velho e cansado, Édipo caminhou até a beira de um precipício, ali se sentou em uma pedra, vestindo-se com uma mortalha. Ouviu-se um grande estrondo no céu. A terra abriu-se suavemente, recebendo o corpo sofrido e expurgado de Édipo. O local da tumba do mais famoso rei de Tebas jamais foi revelado. Sabe-se apenas que está na Ática, e por isto, aquele solo é abençoado pelos deuses do Olimpo.

Fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com/

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Globalização e suas consequencias

 


GLOBALIZAÇÃO

A globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países.
A globalização é oriunda de evoluções ocorridas, principalmente, nos meios de transportes e nas telecomunicações, fazendo com que o mundo “encurtasse” as distâncias. No passado, para a realização de uma viagem entre dois continentes eram necessárias cerca de quatro semanas, hoje esse tempo diminuiu drasticamente. Um fato ocorrido na Europa chegava ao conhecimento dos brasileiros 60 dias depois, hoje a notícia é divulgada em tempo real.
O processo de globalização surgiu para atender ao capitalismo e, principalmente, os países desenvolvidos; de modo que pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno encontrava-se saturado.

A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo. A consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial.

A integração mundial decorrente do processo de globalização ocorreu em razão de dois fatores: as inovações tecnológicas e o incremento no fluxo comercial mundial.

As inovações tecnológicas, principalmente nas telecomunicações e na informática, promoveram o processo de globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difusão de informações entre as empresas e instituições financeiras, ligando os mercados do mundo.

O incremento no fluxo comercial mundial tem como principal fator a modernização dos transportes, especialmente o marítimo, pelo qual ocorre grande parte das transações comerciais (importação e exportação). O transporte marítimo possui uma elevada capacidade de carga, que permite também a mundialização das mercadorias, ou seja, um mesmo produto é encontrado em diferentes pontos do planeta.

O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios.

Outra faceta da globalização é a formação de blocos econômicos, que buscam se fortalecer no mercado que está cada vez mais competitivo.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia

Organização: Profª Lourdes Duarte

NOVAS FORMAS DE SOCIALIZAÇÂO PRIMÁRIA, OU SOCIALIZAÇÃO SECUNDÁRIA PRECOCE?


A socialização é um processo interativo e gradual que se dá durante o desenvolvimento pode ser:
- primária que são os conhecimentos básicos, que ocorrem a partir da infância, modelos de comportamento morais e sociais, linguagem, etc. ;
- secundária que são os conhecimentos especializados, que integram o indivíduo em funções específicas na sociedade como a profissão, por exemplo.


Esta imagem representa as influências das tecnologias e da Internet em todas as fases da vida humana, até mesmo na infância (altura em que adquirimos os nossos conhecimentos básicos – socialização primária)

 LEIA COM ATENÇÃO ESTA HISTÓRIA E REFLITA:

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles.
Ao fim da tarde, quando corrigia as redações, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:
- O que é que aconteceu?
Ela respondeu:
- Lê isto.
Era a redação de um aluno.

Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor. Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.. E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos. Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor.

Naquele momento, o marido disse:
- Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais!
E ela olhou-o e respondeu:
- Essa redação é do nosso filho!

 Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_eas5bwEZ2fA/SvrsXCZf6HI/AAAAAAAAAAw/ouka4vSRnNs/s320/socializa%C3%A7%C3%A3o.png

Contracultura: a geração paz e amor - parte 1





CONTRACULTURA

O movimento hip hop brasileiro tomou para si diversos traços de natureza contracultural.
Nas sociedades capitalistas, a organização da sociedade e das instituições promoveu a observância de um interessante processo de homogeneização da população como um todo. Diversos teóricos apontaram uma reprodutibilidade em alta escala de formas de pensar, agir e sentir que estariam sendo levadas a todos os indivíduos com o objetivo de propagar uma mesma compreensão do mundo. Nas Ciências Humanas, os conceitos de “cultura de massa” e “indústria cultural” surgiram justamente para consolidar tal ideia.

Em muitos estudos, alguns pesquisadores tiveram a intenção de mostrar como determinadas ideologias ganham alcance na sociedade e, a partir de sua propagação, passam a sedimentar um costume compreendido como natural. Apesar da relevância incontestável desse tipo de trabalho, outros importantes pensadores da cultura estabeleceram um questionamento sobre essa ideia de “cultura dominante” ao mostrarem outra possibilidade de resposta para o tema.

Partindo para o campo das práticas culturais, também podemos notar que o desenvolvimento de costumes vão justamente contra os pressupostos comungados pela maioria. Foi nesse momento em que passou a se trabalhar com o conceito de “contracultura”, definidor de todas as práticas e manifestações que visam criticar, debater e questionar tudo aquilo que é visto como vigente em um determinado contexto sócio-histórico.

Um dos mais reconhecidos tipos de manifestação contracultural aconteceu nas décadas de 1950 e 1960, nos Estados Unidos. Após a saída deste país da Segunda Guerra Mundial, um verdadeiro “baby-boom” foi responsável pelo surgimento de uma nova geração que viveria todo o conforto de um país que se enriqueceu rapidamente. Contudo, ao contrário do que se podia esperar, essa geração desempenhou o papel de apontar os limites e problemas gerados pela sociedade capitalista.

Rejeitando o elogio cego à nação, o trabalho e a rápida ascensão social, esses jovens buscaram um refúgio contra as instituições e valores que defendiam o consumismo e o cumprimento das obrigações. A partir daí foi dado o aparecimento do movimento hippie, que incitou milhares de jovens a cultuarem o amor livre, o desprendimento às convenções e o desenvolvimento de todo um mundo que fosse alternativo ao que fosse oferecido pelo sempre tão criticado “sistema”.

No Brasil, essa ideia de contracultura pode ser observada com o desenvolvimento do movimento hip hop. Embalados pela “beat” eletrônico e letras com rimas ácidas, diversos jovens da periferia dos grandes centros urbanos absorveram um gênero musical estrangeiro para retratar a miséria e violência que se alastravam em várias cidades do país. Atualmente, essa manifestação se diversificou e protagoniza a realização de diversos projetos sociais que divulgam cultura e educação.

Com respeito ao conceito de contracultura, não podemos simplesmente pensar que ele vá simplesmente definir a existência de uma cultura única e original. Pelo contrário, as manifestações de traço contracultural têm a importante função de revisar os valores absorvidos em nosso cotidiano e, dessa forma, indicar novos caminhos pelo qual o homem trilha suas opções. Assim, é necessário sempre afirmar que contracultura também é cultura!
Por Rainer Sousa
Mestre em História

Organização: Profª Lourdes Duarte

Aculturação - Sociologia



Aculturação: contato e mudança cultural O crescimento do patrimônio cultural
Aculturação: contato e mudança cultural
Durante a colonização do Brasil, houve intenso contato entre a cultura do conquistador português e as culturas dos povos indígenas e dos africanos trazidos como escravos.
Em decorrência desse contato, ocorreram modificações tanto ma cultura dos europeus recém chegados: que assimilaram muitos traços culturais dos outros povos: quanto na dos indígenas e africanos que foram dominados e perderam muitas de suas características.
Desse processo de contato e mudança cultural conhecido como aculturação resultou na cultura brasileira.
O crescimento do patrimônio cultural
Cada geração passa por processos de aprendizagem nos quais assimila a cultura de seu tempo e se torna apta a enriquecer o patrimônio cultural das gerações futuras. É na capacidade que os grupos têm de perpetuar e acrescentar novos valores à cultura que reside à possibilidade de progresso.
Todo progresso é resultado da síntese de valores novos com componentes culturais já adquiridos. Desse modo, apesar das mudanças alguns valores culturais tendem a permanecer assegurando a continuidade da cultura de uma sociedade entre uma geração e outra geração. Por mais viva e inventiva que seja uma nova cultura as gerações não rompem inteiramente com seu passado.
Em geral, o enriquecimento patrimonial de uma cultura se traz por meio de dois processos a invenção e a difusão. Depois de estudá-los, vamos ver como o desequilíbrio entre os diferentes aspectos da cultura geram o processo conhecido como retardamento cultural.

Organização: Profª Lourdes Duarte