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Humanistas é um espaço para os professores de Humanas e educandos, foi idealizado pela da Escola Raimundo Honório-PE, com o objetivo de interagir, compartilhar leituras, ideias e insights, promovendo a educação para além das paredes escolares.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A EDUCAÇÃO NO BRASIL NOS DIAS ATUAIS







Muito já se falou sobre a Educação no Brasil. A Educação em todas as suas dimensões é um desafio. Paulo Freire dizia que não se pode falar de Educação sem falar de amor. O Amor que é um sentimento próprio, terno, quebra paradigmas, barreiras e nos move para a construção de um mundo mais humano e educativo.

Desta maneira, a Educação no Brasil teve personagens ilustres, que souberam amar, e que fizeram ser o que é a Educação hoje, que vivenciamos que continuamos a vivenciar no dia a dia.

A formação do Brasil implica necessariamente na estruturação de nosso modelo de ensino porque desde os primeiros anos de nossa descoberta sofremos da falta de estrutura e investimento nessa área. Contudo, aparece o problema do modelo pedagógico adotado nos dias atuais. Neste aspecto ocorre uma polarização ou seja, as posturas mais adotadas em nosso país são justamente a pedagogia tradicional (método fonético) e a escola nova (construtivismo).

De um lado está a escola tradicional, aquela que dirige que modela, que é 'comprometida'; de outro está a escola nova, a verdadeira escola, a que não dirige, mas abre ao humano todas as suas possibilidades de ser. É portanto, 'descompromissada'. É o produzir contra o deixar ser; é a escola escravisadora contra a escola libertadora; é o compromisso dos tradicionais que deve ceder lugar à neutralidade dos jovens educadores esclarecidos

Aparentemente temos a impressão de que o grande problema de nossa deficiência educacional se resume a o problema da rigidez do modelo tradicional de ensino, mas ao aprofundarmos nossa investigação constáramos que a péssima qualidade de ensino presente nas escolas do Brasil acontece devido, em parte tanto a falta de estrutura educacional adequada como pela desestruturação das poucas bases presentes na pedagogia tradicional, causada pela critica dos escolanovistas, que acreditavam piamente que puramente pela crítica se atingiria uma melhoria no aprendizado.

A escola tradicional procurava ensinar e transmitia conhecimento, a escola nova estava preocupada em apenas considerara o aprender a aprender. A escola não pode e não deve continuar da mesma maneira, usando métodos tradicionais e alheios as novas mudanças.

Mas a diferença entre a escola tradicional e nova, não o maior problema na Educação. Ela infelizmente não é prioridade no Brasil. Muitos recursos que chegam do governo não chegam a escola, ou se chegam, as obras ficam pela metade, impossibilitando o aluno a ter um pouco mais de conforto.

As divergências sociais são outro grande problema na Educação. Enquanto há Escolas modernas, com tecnologia adequada, há outras escolas com telhado de palha, bancos de madeira, sem conforto, sem merenda.

Estudar se transformou num sinônimo de decorar. O nível intelectual dos alunos hoje tem caído, razoes pela falta de interesse do aluno e/ou também pelo falta de motivação do professor, que sua razão está em seu pouco salário.

Apesar destes e de outros detalhes e pontos negativos de nossa Educação atual aqui no Brasil, o país teve e tem seus méritos no crescimento educacional, tais como a LDB, Fundeb, PCN, ProUni, entre outros, que fazem parte do utópico crescimento da Educação brasileira.


Níveis de Ensino


De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação a educação no Brasil se divide em: Educação Infantil ; Ensino Fundamental ; Ensino Médio ; Ensino Superior; Educação de Jovens e

Educação Infantil

Considera-se como Educação infantil, o período de vida escolar em que se atende, pedagogicamente, crianças com idade entre 0 e 6 anos (Brasil). Na Educação Infantil as crianças são estimuladas através de atividades lúdicas e jogos, a exercitar suas capacidades

Ensino Fundamental

Ensino fundamental é uma das etapas da educação básica no Brasil. Tem duração de nove anos, sendo a matrícula obrigatória para todas as crianças com idade entre seis e 14 anos. Regulamentado por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, sua origem remonta ao Ensino de Primeiro Grau, que promoveu a fusão dos antigos curso primário (com quatro a cinco anos de duração), e do curso ginasial, com quatro anos de duração, este último considerado, até 1971, ensino secundário.

A duração obrigatória do Ensino Fundamental foi ampliada de oito para nove anos pelo Projeto de Lei nº 3.675/04, passando a abranger a Classe de Alfabetização (fase anterior à 1ª série, com matrícula obrigatória aos seis anos) que, até então, não fazia parte do ciclo obrigatório (a alfabetização na rede pública e em parte da rede particular era realizada normalmente na 1ª série). Lei posterior (11.114/05) ainda deu prazo até 2010 para estados e municípios se adaptarem.


Ensino Médio


O Ensino Médio, antes denominado 2º Grau, é a etapa final da educação básica e tem como objetivos a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental e a preparação básica para o trabalho e para a cidadania. A carga horária mínima é de 800 (oitocentas) horas anuais ministradas em, no mínimo, 200 (duzentos) dias letivos.

O Ensino Médio está estruturado em três anos, com duração mínima de 2.400 horas. Tradicionalmente, na maior parte dos sistemas de ensino, o ensino médio é composto pelo ensino de Português junto com Literatura Brasileira e Portuguesa, de uma língua estrangeira moderna (tradicionalmente o Inglês ou o Francês e, mais recentemente, o Castelhano), das ciências naturais (Física, Química e Biologia), da Matemática, das ciências humanas (História e Geografia primariamente, Sociologia, Psicologia e Filosofia secundariamente), de Artes, de Informática e de Educação física.

Alguns Colégios da Polícia Militar do Estado da Bahia, tem em sua grade curricular a matéria de Direito e Legislação.


Ensino Superior


Após a conclusão do ensino médio ou equivalente no Brasil, a educação superior é composta por cinco modalidades: cursos sequenciais; graduação (bacharelado e licenciatura); graduação tecnológica; pós-graduação e extensão.

Esses cinco tipos de cursos superiores são ministrados em instituições diversas, como as universidades, os centros universitários e as faculdades. Existem ainda outras denominações, como institutos superiores, escolas superiores e faculdades integradas, por exemplo.

As instituições de ensino superior são públicas ou privadas. As instituições públicas são criadas e mantidas pelo poder público nas três esferas - federal, estadual e municipal. As instituições privadas são criadas e mantidas por pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos.

- Educação de Jovens e adultos

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um sistema de ensino utilizado na rede pública no Brasil para a inclusão de jovens e adultos na educação formal. Em síntese, tem o propósito de desenvolver o ensino fundamental e médio com qualidade para aqueles que perderam a oportunidade de se escolarisar na época própria por arrimo ou por inadaptação.

No início dos anos 90, o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial.


Ensino Técnico


O Ensino Técnico é voltado para estudantes de ensino médio ou pessoas que já possuam este nível de instrução. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino com autorização prévia das secretarias estaduais de educação. Seria um nivel intermediário entre o ensino médio e o ensino superior.

É dividido em três modalidades: Ensino técnico integrado (o aluno selecionado faz o curso técnico integrado ao ensino médio); Ensino técnico com concomitância externa (o aluno selecionado faz o curso técnico simultaneamente ao ensino médio cursado em outra instituição) e Educação profissional de ensino técnico subseqüente (o aluno aprovado no processo seletivo e portador do certificado de conclusão do ensino médio (antigo segundo grau) ou equivalente, pode iniciar o curso de nível técnico pretendido). 


PCN


Os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN - são referências de qualidade para os Ensinos Fundamental e Médio do país, elaboradas pelo Governo Federal. O objetivo é propiciar subsídios à elaboração e reelaboração do currículo, tendo em vista um projeto pedagógico em função da cidadania do aluno e uma escola em que se aprende mais e melhor.

Os PCN, como uma proposta inovadora e abrangente, expressam o empenho em criar novos laços entre ensino e sociedade e apresentar idéias do "que se quer ensinar", "como se quer ensinar" e "para que se quer ensinar". Os PCN não são uma coleção de regras e sim, um pilar para a transformação de objetivos, conteúdo e didática do ensino.

O objetivo dos PCN é garantir a todas as crianças e jovens brasileiros, mesmo em locais com condições socioeconômicas desfavoráveis, o direito de usufruir do conjunto de conhecimentos reconhecidos como necessários para o exercício da cidadania.

Os PCN estão divididos em três blocos:

·Ensino Fundamental 1.ª a 4.ª série: Têm como objetivo estabelecer uma referência curricular e apoiar a revisão e/ou elaboração da proposta curricular dos estados ou das escolas integrantes dos sistemas de ensino. Os PCN de 1.ª a 4.ª série estão divididos desta maneira: Introdução aos PCN; Língua Portuguesa; Matemática; Ciências Naturais; História e Geografia; História e Geografia; Arte; Educação Física; Temas Transversais apresentação; Temas Transversais Ética; Meio Ambiente; Saúde; Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.

·Ensino Fundamental 5.ª a 8.ª série: Estabelecem, para os sistemas de ensino, uma base nacional comum nos currículos e servem de eixo norteador na revisão ou elaboração da proposta curricular das escolas. É dividido desta maneira: Introdução aos PCN; Língua Portuguesa; Matemática; Ciências Naturais; Geografia; História; Arte; Educação Física; Língua Estrangeira; Temas Transversais Apresentação; Temas Transversais Ética; Temas Transversais Pluralidade Cultural; Temas Transversais Meio Ambiente; Temas Transversais Saúde; Temas Transversais Orientação Sexual; Temas Transversais Trabalho e Consumo; Temas Transversais Bibliografia.

·Ensino Médio: Os PCN para o Ensino Médio têm por objetivo auxiliar os educadores na reflexão sobre a prática diária em sala de aula e servir de apoio ao planejamento de aulas e ao desenvolvimento do currículo da escola. Os documentos estão assim apresentados: Bases Legais; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Educação Física, Arte e Informática); Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Biologia, Física, Química, Matemática); Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Sociologia, Antropologia, Filosofia e Política).

De acordo com os PCN as práticas pedagógicas deveriam seguir uma linha mais sociável, em que a escola, professor, aluno se relacionassem de maneira a haver um intercâmbio de conhecimento entre esses eixos educacionais.

Os temas transversais, tópico bastante importante na proposta dos PCN, não são abordados da maneira recomendada pelo documento. O que se vê então é uma dificuldade na assimilação do conteúdo.

Dessa forma, o reflexo da não aplicação da proposta dos PCN implica em uma dificuldade da assimilação do conteúdo por parte dos alunos. O que caracteriza a decadência da educação no Brasil.


 (LDB) Leis de Diretrizes e Bases


É a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que define e regulariza o sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição. Ela situa-se abaixo da Constituição Federal e define as linhas mestras do ordenamento geral da Educação. É composta de quase 90 artigos.

 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação veio em atendimento aos preceitos constitucionais e resultou de um longo processo de tramitação que se iniciou em 1988, ano em que foi promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil. Levou oito anos de tramitação no Congresso Nacional e, finalmente, em 20 de dezembro de 1996, ganhou o número 9394 e foi sancionada e promulgada.

Como Lei nacional de Educação traçou, dentre outras coisas, os princípios educativos, especificou os níveis e modalidades de ensino, regulou e regulamentou a estrutura e o funcionamento do sistema de ensino nacional. Ela envolve muitos interesses, interferindo tanto nas instituições públicas quanto privadas, abrangendo todos os aspectos da organização da Educação nacional.

Os primeiros artigos da LDB tratam da abrangência do termo Educação. Ela não é apenas da Escola, ela ocorre em todos os ambientes onde há aprendizado:

Artigo 1º - A Educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

Artigo 2º - A Educação, dever da Família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo par ao exercício da cidadania e sal qualificação para o trabalho. (Lei nº 9394-96 art. 1º e 2º).

A LDB representa um grande avanço para a Educação.Exige a valorização do educando e do educador, a valorização humana, e a importância do contexto familiar também dentro da Educação.

  Como toda lei, a LDB esta longe de ser tudo de que se precisa para dar andamento a uma reforma educacional. O que significa que nem tudo o que ela traz foi implantado. Muitas diretrizes nem se quer foram efetivadas. As transformações propostas foram se dando aos poucos. Muitos artigos foram considerados sem sentido. Mas são incontáveis as variáveis que afetaram o processo educativo após a criação da LDB.


Analfabetismo


No Brasil há um número muito elevado de analfabetos e pessoas que não conseguiram por alguma razão concluir a escolaridade em tempo regular. O analfabetismo é uma realidade social que se deu na colonização do Brasil, quando os Portugueses trouxeram um novo estilo de vida, com muitas mudanças, começando pelo uso da língua, a partir daí os que antes habitavam no Brasil passaram a ser considerados analfabetos.

O analfabetismo no Brasil è causado por vários motivos, como a desigualdade social, pois a principio a educação era destinada somente para a elite e os menos favoráveis economicamente eram privados de estudar. Um outro fator não menos importante era a ausência de políticas publicas para a camada popular. E dentre estes há muitos outros fatores que ajudaram a promover o analfabetismo, como as condições econômicas, a cultura, as políticas pedagógicas, a questão da raça,crença, a relação familiar e muitas outras.

A taxa de analfabetismo prosseguiu na trajetória de queda no País em 2007, mas o Brasil ainda está atrás de países como Bolívia e Paraguai nesse indicador, relativa ao ano passado, divulgada hoje pelo IBGE.

Em 2007, havia 14,1 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade no País, com taxa de analfabetismo de 10%, ante 10,4% em 2006. Em 1992, a taxa era de 17,2%. Apesar do novo recuo apurado na taxa no ano passado, o País continua muito aquém de outros países da América Latina. Segundo dados de projeção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para taxas de analfabetismo na América Latina em 2007, reunidos pelo IBGE, a taxa brasileira é superior à apurada em países como Bolívia (9,7%), Suriname (9,6%), Paraguai (6,3%), Argentina (2,4%) e Chile (3,5%), entre outros. Com taxas maiores que o Brasil estão outros sete países latino-americanos, como Haiti (37,9%), Guatemala (26,8%), Nicarágua (19,5%) e República Dominicana (10,9%). (IBGE, 2007)

Apesar de ainda existir um grande número de analfabetos, é possível mudar a realidade da nossa sociedade, o simples fato de uma parte dos analfabetos estarem frequentando a escola, já é uma grande conquista, pois a partir do momento em que passam a estarem inseridos na escola, passam também a ter uma abertura no mundo cultual, econômico, social e político, possibilitando assim um Brasil melhor sem analfabetismo no futuro.

Governo e Educação

O Brasil é considerado um dos menores países onde o Governo Federal investe na Educação. O Valor investido no ensino fundamental nos EUA ou no Japão é quase nove vezes maior do que no Brasil, que está na 54ª posição pelo PISA Programa internacional de avaliação dos estudantes. (NOCA ESCOLA, agosto de 2009).

A pesquisa também fala que os países mais bem colocados gastam uma quantidade maior de aluno do que o Brasil. O economista americano James Heckman diz que "...um país como o Brasil só conseguirá realmente alcançar altos índices de produtividade quando entender que é necessário mirar nos anos iniciais. Eles são decisivos par amoldar habilidades que servirão de base para que outras surjam" (VEJA, 10 de Junho de 2009).

Apesar de o Brasil, não investir muito na Educação, criou vários programas educacionais que facilitaram muitos jovens à chegar ao ensino superior e também em outros meios de aprendizado e programas para a avaliação dos estudantes.


Enem e ProUni


O Enem Exame Nacional do Ensino Médio foi instituído em 1998 para ser aplicado, em caráter voluntário, aos estudantes e egressos deste nível de ensino. Realizado anualmente, tem como objetivo principal avaliar o desempenho do aluno ao término da escolaridade básica, para aferir o desenvolvimento de competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania.

O Enem também tem como objetivo ajudar no ProUni (Programa Universidade para todos), sendo que as pessoas que mais se destacarem poderão fazer o ProUni e ter a chance de ganhar uma bolsa de estudos do ensino superior

Enade

O Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), criado em 2004 pelo MEC é um substituto do antigo Provão, que compreende três instrumentos: a Avaliação das Instituições, dos Cursos e dos Estudantes. A principal diferença consiste no fato de, ao contrário da prova anterior, que avaliava anualmente todos os formandos de cursos universitários, o Enade avalia apenas uma amostragem de alunos iniciantes e concluintes de determinados cursos. Eles são escolhidos por sorteio.


SAEB e Prova Brasil


O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) organiza levantamentos periódicos com o objetivo de detectar o nível de desempenho dos alunos, identificando paralelamente os fatores associados a este desempenho. Ao SAEB, portanto, não cabe apenas apontar o que os alunos da escola brasileira sabem ou não sabem mas, também, detectar que variáveis do contexto interferem para que o desempenho ocorra de determinada maneira.

A Prova Brasil foi idealizada para produzir informações sobre o ensino oferecido por município e escola, individualmente, com o objetivo de auxiliar os governantes nas decisões e no direcionamento de recursos técnicos e financeiros, assim como a comunidade escolar no estabelecimento de metas e implantação de ações pedagógicas e administrativas, visando à melhoria da qualidade do ensino.

A partir das informações do Saeb e da Prova Brasil, o MEC e as secretarias estaduais e municipais de Educação podem definir ações voltadas ao aprimoramento da qualidade da educação no país e a redução das desigualdades existentes, promovendo, por exemplo, a correção de distorções e debilidades identificadas e direcionando seus recursos técnicos e financeiros para áreas identificadas como prioritárias.


FUNDEF e FUNDEB


O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério FUNDEF foi criada em 1996 e trouxe como inovação a mudança da estrutura de financiamento do ensino fundamental no País, pela subvinculação de uma parcela dos recursos destinados a esse nível de ensino. É um fundo instituído em cada Estado da Federação e no Distrito Federal, cujos recursos devem ser aplicados exclusivamente na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público e na valorização de seu magistério.

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação FUNDEB é um fundo de natureza contábil. O FUNDEB substituiu o FUNDEF, que só previa recursos para o ensino fundamental. Os recursos do Fundo destinam-se a financiar a educação básica (creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos)


FIES


O Programa de Financiamento Estudantil - FIES é destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. Foi criada em 1999.

A partir de 2005, o FIES passou a conceder financiamento também aos bolsistas parciais, beneficiados com bolsa de 50%, do ProUni. Apenas para este público já foram realizadas mais de 4,6 mil contratações.


- Ideb


O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e freqüente a sala de aula.

Família e Educação

Como está escrito no início do art. 1º da LDB "A Educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar..." (Lei nº 9394-96 art. 1º). É na vida familiar que se dá o primeiro contato do cidadão com o mundo.

O exemplo materno e o paterno, a alimentação, os sons recebidos do mundo externo, os mitos que começam a se formar, os medos, as ambições, o aprendizado da linguagem.

Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de sua vida, convivendo com sua família e os entes queridos. As pessoas que cuidam das crianças, em suas casas, naturalmente possuem laços afetivos e obrigações específicas, bem como diversas das obrigações dos educadores nas escolas. Porém, esses dois aspectos se complementam na formação do caráter e na educação de nossas crianças.

A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completa.

"enfatizo ainda a relevância dos programas sociais que tenham foco nas famílias, de modo que elas consigam fornecer os incentivos certos num momento-chave. Iniciativas mínimas tem altíssimo impacto, como o hábito de conversar com os filhos o emprestar-lhes um livro" (VEJA, 10 de Junho de 2009 p. 24)

Torna-se necessária a parceria de todos para o bem-estar do educando. Cuidar e educar envolve estudo, dedicação, cooperação, cumplicidade e, principalmente, amor de todos os responsáveis pelo processo, que é dinâmico e está sempre em evolução.

Os pais e educadores não podem perder de vista que, apesar das transformações pelas quais passa a família, esta continua sendo a primeira fonte de influência no comportamento, nas emoções e na ética da criança.

Desde cedo, os pais precisam transmitir à criança os seus valores, como, ética, cidadania, solidariedade, respeito ao próximo, autoestima, respeito ao meio ambiente, enfim, pensamentos que leve essa criança a ser um adulto flexível, que saiba resolver problemas, que esteja aberto ao diálogo, às mudanças, às novas tecnologias.

A família deve acompanhar o aprendizado escolar de seus filhos, verificar a motivar as tarefas de casa que seus filhos recebem. Os pais também devem acompanhar e estar presente em atividades da escola, para que eles conheçam o ambiente escolar de seus filhos e conhecer seus professores.

Pais e professore devem unir forças, pois são mentores do aluno de hoje que será o continuar da sociedade de amanhã.
Conclusão


Concluímos que o retrato da educação no Brasil é marcado por diferenças sociais gritantes e pela negligência do estado. Não é uma área que recebe o reconhecimento devido, apesar de ser um dos pilares da formação da sociedade. Com efeito, o Brasil tem pela educação uma dívida que deve ser reparada o mais rápido possível, pois não é viável a um país ser economicamente forte se não tiver uma educação qualificada.

A valorização dos profissionais da educação, ampliação das condições de acesso e permanência na escola e ampliação da qualidade do ensino oferecido são alguns dos desafios que se impõem a um ministro da Educação que, seriamente, deseje melhorar o sistema escolar brasileiro. Priorizar a educação é treinar o professor, é remunerá-lo de forma digna, de maneira que ele não se sinta ridicularizado pelas péssimas condições de trabalho.

É preciso que olhemos para a educação como um processo contínuo e eficaz. Tenhamos desta maneira um ambiente favorável para que crianças e jovens possam estudar sem preocupação com a violência.

Por fim, a educação Brasileira tem solução, e temos que acreditar e realizar isso, desde que seja realizado um trabalho de comprometimento de todos os envolvidos na educação. Contudo, a Educação hoje, comparada ao passado, está em um crescente estável. Apesar dela haver vários expoentes 'famosos', os verdadeiros construtores da utópica Educação estão dentro da sala de aula, vivendo no seu anonimato.

Apenas quando a Educação for pauta prioritária no Brasil, os brasileiros terão condições plenas de realizar seu desenvolvimento econômico, social e político. Que a prioridade não seja apenas construir grandes viadutos ou algo semelhante, mas sim, construir a grande sabedoria na mente dos alunos.

 Fonte:http://www.webartigos.com/artigos


Referências
CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001.
GOIS, Antonio. Para Unesco, Brasil paga pouco a professor. Disponível em: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/unesco.htm. Acesso em 15 de Setembro de 2009.
http://portal.mec.gov.br/index.php. Acesso em: 22 de Setembro de 2009.
KLEIN, Ruben. Como está a Educação no Brasil? O que fazer? Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v14n51/a02v1451.pdf. Acesso em: 14 de Setembro de 2009.
Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm Acesso em: 21 de Setembro de 2009.
NOVA ESCOLA. Grandes Pensadores. Ed. Especial. São Paulo: Abril, n. 25.
NOVA ESCOLA. São Paulo: Abril, n. 223, Junho/Julho de 2009.
NOVA ESCOLA. São Paulo: Abril, n. 224, Agosto de 2009.
NOVA ESCOLA. São Paulo: Abril, n. 225, Setembro de 2009.
TORRES, Mariana de Oliveira Fernandes. Educação Brasileira: Passado, Presente e Futuro O Conhecimento Através de uma Abordagem Estratégica. Disponível em: http://www.pedagogia.com.br/artigos/educacaoobrasil/. Acesso em: 8 de Setembro de 2009.
VEJA. São Paulo: Abril, n. 23, 10 de Junho de 2009. 

  Organização da postagem: Profª Lourdes Duarte

Um comentário:

  1. juarez melo 3ºc : a educação e muito importante na nossa vida e no nosso dia dia.

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