FINALIDADE DO BLOG

Humanistas é um espaço para os professores de Humanas e educandos, foi idealizado pela da Escola Raimundo Honório-PE, com o objetivo de interagir, compartilhar leituras, ideias e insights, promovendo a educação para além das paredes escolares.

terça-feira, 22 de julho de 2014

FRASES DE DIFERENTES FILÓSOFOS





Leia frases tiradas diretamente de palestras, livros, entrevistas com os principais filósofos.
Responsável - Equipe de ensino do Instituto Packter.



Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose coletiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade. (publicado em Zero Hora, 1997)
José Saramago sobre a nossa neurose.

Será necessário inaugurar uma nova civilização, criar uma estética antropológica, um sistema de ressonância com a parte iluminada de nós mesmos e de outras pessoas; uma espécie de chave-mestra de nosso coração, capaz de descobrir a semente da beleza indescritível. Não somente nas pessoas agraciadas pela perfeição externa que existe este interior iluminado, mas também naquelas aparentemente feias ou grotescas, porque a Luz de Deus aparece por igual em todos os seres humanos.
Rolando Toro, sobre um novo mundo

Eu diria que o pós-modernismo detectou problemas-chave, pecados capitais no modernismo. A meu ver, nos três vértices do triângulo: o campo dos valores, o campo das crenças ou do que aceitamos e o campo das esperanças ou das utopias. As pessoas trabalham amplamente nestes três campos: no campo cognitivo, o que podemos acreditar (estilo Kant); o que temos que fazer, campo prático, pragmático; e, o terceiro, o campo sentimental. Agora, o modernismo pecou, e o exemplo mais evidente está nas utopias criadas nesse período, como no caso do fascismo e do stalinismo. O que fazer? Temos duas possibilidades. Uma é dizer que tudo isso foi ruim, ou que isso é ser pós- -modernista, ou seja, perdemos valores que eu creio que temos que ter; outra possibilidade é dizer que somos o neo-modernismo, ou seja, queremos voltar a muitas coisas do modernismo, mas sem os pecados do modernismo. Os pecados foram que de um lado a Europa fala de igualdade, liberdade, fraternidade, e de outro, escravizou a África e parte da Ásia, e isso é um pecado que, com justiça, a Europa deve pagar. Mas, para além disso, não podemos perder a acepção de que nem tudo é igual, contra o relativismo.
Shalom Rosenberg, sobre os pecados da modernidade.

Um n?mero crescente de homens e de mulheres reconhece a sua dificuldade em amar a mesma pessoa para toda a vida. Relativamente a este aspecto, a situa??o mais frequente n?o ? o sexo pelo sexo e o aumento relativo dos parceiros sexuais, mas a multiplica??o das pr?prias hist?rias amorosas. Por um lado, o ideal amoroso constitui um obst?culo ao consumo-mundo; por outro, a vida sentimental tende a acompanhar a temporalidade ef?mera e acelerada do hiperconsumo. Assistimos ? anula??o da dimens?o afetiva, a uma vida amorosa que come?a a desenvolver em si mesma a estrutura do turboconsumismo, com a desregula??o do mito do amor eterno, a desqualifica??o dos ideais de sacrif?cio, a progress?o das rela?es tempor?rias, a instabilidade e a inconst?ncia dos sentimentos.
Gilles Lipovetsky, sobre a rela??o ?ntima afetiva

Mandam as crianças à escola, não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.
Kant, sobre educar as crianças.

Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.""Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo. Todos educam-se entre si, mediatizados pelo mundo.
Sobre construir o país, de Paulo Freire

Se nossa op??o ? progressista, se estamos a favor da vida e n?o da morte, da equidade e n?o da injusti?a, do direito e n?o do arb?trio, da conviv?ncia com o diferente e n?o de sua nega??o, n?o temos outro caminho sen?o viver plenamente a nossa op??o.
Nossas escolhas, com Paulo Freire

O erro na verdade não é ter um certo ponto de vista, mas absolutizá-lo e desconhecer que, mesmo do acerto de seu ponto de vista é possível que a razão ética nem sempre esteja com ele. Paulo Freire
O absolutismo da verdade, de Paulo Freire




O que impressiona o homem no espetáculo dos outros homens são os pontos em que se assemelham. Historiadores, arqueólogos, filósofos, moralistas, literatos pediram primeiro aos povos recém?descobertos uma confirmação de suas próprias crenças sobre o passado da humanidade. Isso explica porque, durante os grandes descobrimentos do Renascimento, os relatos dos primeiros viajantes não tenham causado surpresa: acreditava?se menos em descobrir novos mundos que encontrar o passado do mundo antigo. Os gêneros de vida dos povos selvagens demonstravam que a Bíblia, os autores gregos e latinos diziam a verdade ao descrever o jardim do Éden, a Idade de Ouro, a Fonte da Juventude, a Atlântida ou as Ilhas Afortunadas...
Admiração entre os homens, de Claude Lévi-Strauss

É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.
Kant, sobre a conformidade na Educação

Não há ideal a que possamos sacrificar-nos, porque de todos eles conhecemos a mentira, nós os que ignoramos em absoluto o que seja a verdade. A sombra terrestre que se alonga por detrás dos deuses de mármore basta para nos afastar deles. Ah, com que amplexo o homem se estreitou a si próprio! Pátria, justiça, grandeza, piedade, verdade, qual das suas estátuas não traz em si os sinais das mãos humanas para que não desperte a mesma ironia triste que os velhos rostos outrora amados?.
André Malraux, sobre os problemas do mundo
 Organização da postagem: Profª Lourdes Duarte

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DEIXE COMENTÁRIO, É IMPORTANTE SUA PARTICIPAÇÃO.OBRIGADA, VOLTE SEMPRE.