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terça-feira, 22 de julho de 2014

MITO DA CAVERNA OU ALEGORIA DA CAVERNA





O MITO DA CAVERNA



A alegoria da caverna, também conhecido como parábola da caverna, mito da caverna ou prisioneiros da caverna, foi escrito pelo  filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada  A República(Livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da  verdade,onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.



    Um grupo numeroso de homens encontra-se preso numa caverna, acorrentados pelos pés e pescoços, de modo que não pode se virar para a entrada e somente veja a parede do fundo. A luz que vem de fora projeta imagens fantasmagóricas de homens, animais e coisas que passam pela entrada naquele fundo.
 Então, acostumados à escuridão, pensam que aquelas sombras representam a própria realidade, pois não conhecem outra, já que nasceram e cresceram ali. Os sons que ecoam nas paredes da caverna, os fazem ter certeza que são aquelas sombras que os emitem. E, assim, permanecem naquela situação porque pensam que viver é tudo aquilo que eles conhecem.

Todavia, se um deles consegue se libertar das correntes e se dirigir para a entrada da caverna, primeiro sentirá a violência da luz em seus olhos, depois enxergará com dificuldade as figuras que transitam pela entrada. Mas, contendo-se e acostumando a vista àquela claridade, perceberá que se trata de objetos com formas e cores, depois distinguirá sons e movimento. Ficará tão maravilhado e, ao mesmo tempo, confuso porque o que cria ser a plena realidade era apenas uma fantasia, que aquela verdade que antes defendia era uma grande mentira.

Lembrando-se dos que permaneciam no interior da caverna, naquela falsa realidade, ele vacila em sair de vez e permanecer num mundo que lhe permita conhecer as coisas ou retornar e avisar seus companheiros de que estavam vivendo uma pura ilusão. Porém, se retornasse poderia ser ignorado, dado como louco e mentiroso ou até ser morto, porque eles se revoltariam e não aceitariam viver de outra maneira, já que o que tinham lhes bastava.

Nessa alegoria, Platão (A República. Livro VII) sutilmente critica a condenação de seu mestre, Sócrates, o grande sábio da Grécia Clássica, à pena de morte. Também, a obstinação das pessoas em permanecerem na ignorância (escuridão), em libertarem-se das correntes que as aprisionam ao senso comum, falsas crenças, preconceitos, ideias enganosas e, por causa disso, imaturas e inertes em suas poucas possibilidades, incapazes de alterar seu destino e infelizes. Negam-se a romper o ciclo de escravidão em que se encontram e se enraivecem quando criticadas.

Esse mito é uma metáfora da condição humana ante o mundo e diz respeito à importância do conhecimento e da educação, como forma de superação da ignorância. Trata também da passagem paulatina do senso comum, enquanto visão de mundo e explicação da realidade, para o conhecimento das verdades, por meio de métodos inteligentes, sistemáticos e organizados, calcados na racionalidade e na causalidade.

Quanto a essa realidade, se o que vivemos é verdade ou não, segundo o autor “Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.”




INTERPRETAÇÂO


O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas na causalidade.

Segundo a metáfora de Platão, o processo para a obtenção da consciência, isto é, do conhecimento abrange dois domínios: o domínio das coisas sensíveis (eikasia e pístis) e o domínio das ideias (diánoia e nóesis). Para o filósofo, a realidade está no mundo das ideias - um mundo real e verdadeiro - e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo das coisas sensíveis - este mundo -, no grau da apreensão de imagens (eikasia), as quais são mutáveis, não são perfeitas como as coisas no mundo das ideias e, por isso, não são objetos suficientemente bons para gerar conhecimento perfeito.

 Organização da postagem: Profª Lourdes Duarte 

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