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Humanistas é um espaço para os professores de Humanas e educandos, foi idealizado pela da Escola Raimundo Honório-PE, com o objetivo de interagir, compartilhar leituras, ideias e insights, promovendo a educação para além das paredes escolares.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

OBJETIVO DA EDUCAÇÃO





OBJETIVO DA EDUCAÇÃO


O indivíduo se insere ao grupo social e sociedade através do recebimento de heranças culturais, a socialização ocorre desde que nasce, pois no parto existe um conjunto de pessoas e técnicas que se comunicam e trazem consigo uma herança cultural, intelectual que são frutos das relações humanas.

A educação se apresenta não apenas na escola, mas a partir da inserção no mundo, que inicia com a família na qual é ensinado valores, costumes e regras.

A educação tem como princípio a transferência cultural, para que as pessoas se adaptem a sociedade, a capacidade de desenvolver suas potencialidades, e como resultado a evolução da sociedade.

O processo educativo transcende a formalidade escolar, pois uma criança ao falar as primeiras palavras e dar os primeiros passos já consegue assimilar várias aprendizagens através do contato com o mundo, à medida que há aumento na aprendizagem mais complexa a educação se torna, e isso acompanha o indivíduo por toda a vida.

A educação não pode ser um processo passivo, pois quando aprende o educando desenvolve sua potencialidade, sua capacidade de pensar e ver o mundo e automaticamente cresce como indivíduo que compõe e pode mudar a sociedade.


 Autor: Eduardo de Freitas


A EDUCAÇÃO COMO OPORTUNIDADE MÁXIMA



A educação é uma prioridade máxima. Devemos entendê-la como a dimensão mais nobre e relevante da vida, uma vez que é a formação do ser humano que torna possível o pleno aproveitamento de suas potencialidades e do seu desenvolvimento moral, material e espiritual ao longo de toda a existência. Esse processo contínuo de aprendizado, que sempre se renova, é o que entendemos por educação permanente.

No século XXI, dispor de cidadãos bem preparados e capacitados, com boa formação humanística, científica e artística será necessário para atingir desenvolvimento e melhor qualidade de vida. Estamos, afinal, vivendo no limiar de uma nova sociedade do conhecimento.

Uma das razões pelas quais a boa formação é tão importante na sociedade e na economia moderna é que as profissões perderam sua estratificação e imobilidade e ganharam maior flexibilidade, estando em permanente remodelagem. Como o conhecimento avança no domínio interdisciplinar, muda o perfil do trabalho, segundo o impacto da tecnologia, da informação e das novas descobertas.

O Brasil apresenta na área educacional um atraso crônico e estrutural. O resultado desse quadro adverso é dos mais desanimadores, uma vez que a carência de educação é considerada a principal responsável por 40% da pobreza do país .

O analfabetismo funcional e o fortalecimento do ciclo básico

A educação começa na mais tenra infância, a partir do berço e dos cuidados familiares, e em seguida, nos primeiros anos de vida, especialmente no pré-escolar, onde a criança se familiariza de maneira leve e descontraída com dimensões, conceitos e temas essenciais ao pleno êxito de sua alfabetização e de seu aperfeiçoamento futuro.

Tendo em vista a enorme importância da educação na nova sociedade,

é fundamental observar que o conceito original de alfabetização está ultrapassado.O que precisa ser aferido não é o ato mecânico de ler ou escrever, mas o grau de analfabetismo funcional hoje substituído pela ideia de letramento pois, o que se precisa garantir é a capacidade intelectual de entendimento na leitura de um jornal, um livro ou um manual de instrução.

Na era da informação, seria inútil insistir sobre a importância da comunicação entre instituições e pessoas, de forma oral ou escrita, ou sobre como tais virtudes são essenciais para o desempenho profissional e para a vida social dos cidadãos em suas atividades públicas, profissionais e voluntárias. Sendo assim, passamos a considerar como ensino fundamental o ciclo de formação que se estende da pré-escola até o limiar do segundo grau.

Nesse período crucial, definem-se os limites e as oportunidades da criança e do jovem para o resto de sua vida. São importantes os progressos recentes que praticamente completaram a universalização do acesso à escola e ampliaram os anos de escolaridade. No entanto, são ainda precários o nível de formação do professor, sua base salarial, as condições materiais da escola e, como conseqüência, a qualidade do ensino.

A escola-cidadã contra a pedagogia da repetência

A melhoria da qualidade do ensino no Brasil exige, acima de tudo, um compromisso orientado em torno da escola e de sua importância cívica na formação das crianças e dos jovens, tendo em vista a redução das desigualdades sociais que pesam ainda contra a maioria do povo brasileiro.

A descentralização dos recursos federais diretamente para a unidade escolar foi um avanço que precisa ser ainda mais fortalecido com escolas em tempo integral ou semi integral, de pelo menos cinco horas por dia. Como as mulheres entraram maciçamente no mercado de trabalho, essa é uma razão a mais para atribuir à escola um importante papel na formação geral de nossas crianças.

Na classe trabalhadora, a família raramente tem possibilidades de dar apoio ao aluno nos trabalhos e na vida cotidiana da escola, o que agrava as distâncias sociais já nos primeiros anos de ensino. Iniciativas recentes de envolvimento maior das associações de pais de alunos, no acompanhamento das atividades de seus filhos, devem ser vistas como essenciais para motivar as crianças, valorizar os seus progressos e garantir melhores condições de ensino.

O saber prático e a educação profissional

O investimento em educação exige também uma boa dose de saber prático, que nosso sistema oficial sempre ignorou ou desprezou. Era arraigado o preconceito contra o trabalho manual, havendo reconhecimento social apenas nas funções identificadas com as elites.

A educação moderna, ao contrário, requer múltiplos dons e habilidades práticas que são a ferramenta necessária para atividades as mais diversas. A velha oposição entre o ensino profissionalizante e o ensino humanístico deve ser resolvida. Avanços no ensino técnico são, também, importantes para romper o gargalo entre o ensino fundamental e o nível superior, outra deficiência estrutural do sistema educacional brasileiro.

Finalmente, cabe recomendar a reforma do ensino superior nas universidades públicas, para o seu fortalecimento e integração proativa no novo ciclo de desenvolvimento que ora se inicia. Nesse caso, deverão ter papel especial as áreas de pesquisa e de extensão que deveriam trabalhar juntas em programas de treinamento e capacitação em massa, de professores e alunos.

A massificação do ensino superior se constituiu num avanço da última década, mas esse processo deve ser submetido ao controle de qualidade, pela via da avaliação e do acompanhamento dos resultados atingidos. É preciso, também, reformular o sistema regulatório, excessivamente centralizador, cartorial e burocratizado, em favor de maior autonomia e responsabilidade da vida universitária.


Fonte: http://vitaecivilis.org/atualizaagenda

  Organização da postagem: Profª Lourdes Duarte

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