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Humanistas é um espaço para os professores de Humanas e educandos, foi idealizado pela da Escola Raimundo Honório-PE, com o objetivo de interagir, compartilhar leituras, ideias e insights, promovendo a educação para além das paredes escolares.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O QUE SÃO GRUPOS SOCIAIS E INSTITUIÇÕES SOCIAIS.





GRUPOS SOCIAIS



Ao longo de nossas vidas, fazemos parte dos mais diferentes grupos de pessoas, seja por escolha própria, seja por circunstâncias que independem de nossa vontade. Assim, entramos e saímos de vários grupos sociais, os quais certamente são importantes na conformação de nossa educação, de nossos valores e visões de mundo.

Na Sociologia, considera-se que os grupos sociais existem quando em determinado conjunto de pessoas há relações estáveis, em razão de objetivos e interesses comuns, assim como sentimentos de identidade grupal desenvolvidos através do contato contínuo. Estabilidade nas relações interpessoais e sentimentos partilhados de pertença a uma mesma unidade social são as condições suficientes. Além disso, é importante observar que o grupo existe mesmo que não se esteja próximo dos componentes. Prova disso está no fato de que, ao sairmos da última aula da semana, embora fiquemos longe daqueles que compõem nossa sala, a classe por si só não se desfaz, ainda existindo enquanto grupo. Da mesma forma, podemos pensar isso para nossas famílias, o que corrobora o fato de que o grupo é uma realidade intermental, ou seja, mesmo que os indivíduos estejam longe, permanece o sentimento de pertença dentro da consciência de cada um.

Podemos ter grupos sociais como os de participação e de não participação, isto é, aqueles que temos vínculo ou não. A pertença ou não a determinado grupo será fundamental para determinar nosso comportamento em relação aos outros (tomados como pares ou como diferentes), embora saibamos que se por um lado temos o direito de nos identificar ou não com algum grupo, por outro devemos fugir do preconceito e discriminação (em todos os aspectos possíveis) dos que estão em outros grupos. Além desses, podemos ter outros grupos como os de referência (positiva ou negativa), normativos e comparativos, todos servindo de norte ou parâmetro para nossas relações sociais. Nossos grupos de referência positiva na maioria das vezes são os grupos dos quais participamos. No entanto, podemos ter indivíduos que buscam aceitação em grupos que não pertencem, como adolescentes que têm amizades com jovens de mais idade e passam a imitar o comportamento em um período de crise de identidade e questionamentos tão comuns à adolescência. No caso da referência negativa, o mesmo é válido. A família que deveria ser positiva se torna negativa para o adolescente que deseja transgredir um conjunto de valores defendidos por sua família.

Ampliando essa classificação, podemos pensar tanto nos grupos informais como nos formais. É possível dizer que os grupos informais são aqueles do qual que fazemos parte sem uma regra ou norma, necessariamente, controlando o pertencimento. Somos pertencentes por vários fatores do ponto de vista subjetivo, por motivos outros que podem não ser racionais ou por uma escolha aleatória. Um bom exemplo são nossos grupos de amigos, como na escola, no trabalho, no clube, no bairro em que moramos. Vejamos que, se por um lado podemos fazer parte de um mesmo grupo que outro indivíduo apenas pelo fato de estudarmos na mesma escola, por outro isso não significa que de fato todos os alunos sejam amigos. Os grupos informais também podem ser entendidos como grupos primários, isto é, são pequenos e dizem respeito a relações entre as pessoas dadas por semelhança e afinidade, sendo que o objetivo último da relação é ela em si, e não um meio para se alcançar algo.

Já os grupos formais são pautados pela alta racionalidade, e o indivíduo que a ele pertence está pautado por leis, por regras, por uma burocracia racional-legal, quando as relações sociais são mediadas por dispositivos contratuais, como em uma empresa, por exemplo. Os grupos formais também podem ser tomados por grupos secundários, pois são grandes e dizem respeito a relações entre pessoas por interesses em comum, sendo o objetivo último da relação a interdependência. As relações não têm o mesmo grau de permanência que nos grupos informais, já que as relações são apenas um meio para atingir um objetivo em comum.

Vale dizer que com o desenvolvimento do capitalismo enquanto modo de produção ocorreu uma maior divisão do trabalho, tendo como consequência um aumento dos grupos formais, dada a racionalização das relações humanas, pautadas fundamentalmente pela interdependência dos indivíduos nesta lógica capitalista.


Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas






INSTITUIÇÕES SOCIAIS, CONTEÚDOS DO 3º ESTUDOS GERAIS DO 1º BIMESTRE.





INSTITUIÇÕES SOCIAIS



O conceito de instituição social é amplamente utilizado pela Sociologia e analisada por variadas escolas sociológicas. Entende-se por instituição social o conjunto de regras e procedimentos padronizados, reconhecidos, sancionados e aceitos pela sociedade, e que possui um enorme valor social. Nada mais são do que os modos de pensar, de agir e de sentir que o indivíduo encontra estabilidade.

AS PRINCIPAIS SÃO:



1) Família;
2) Instituições de ensino;
3) Instituição religiosa;
4) Instituição jurídica;
5) Instituição econômica;
6) Instituição política;


A Família faz parte do primeiro grupo social que pertencemos, é o tipo de grupo social que tem a composição em variados aspectos que se variam de acordo com o tempo e o espaço. Estas variações podem estar relacionadas quanto ao tipo de família e autoridade ou quanto à forma de casamento, por exemplo.


Ela é o primeiro grupo a ser colocado como exemplo, porém são inúmeras as instituições sociais que podemos citar tais como a Igreja, Estado, Nação e Governo.


Em suma, as instituições sociais são o conjugado de relações entre partes de um grupo, entre conglomerados ou entre pessoas e conglomerados. Qualquer sociedade não tem condições de resistir se não apresentar certo aparelhamento e relacionamento entre seus grupos. Para que uma sociedade exista, são indispensáveis interações conscientes entre os indivíduos da mesma. Se não acontece o aparelhamento (organização), o homem não obtém a sua alimentação, por exemplo. Ou seja, não poderia alcançar com perfeição todos os seus potenciais.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/51304/sociologia-instituicoes-sociais#ixzz3RB1GfA8t

O QUE É UMA INSTITUIÇÃO SOCIAL, CONTEÚDO DE SOCIOLOGIA DO 3º ESTUDOS GERAIS DO 1º BIMESTRE.






O QUE É UMA INSTITUIÇÃO SOCIAL

Por Cristiano Bodart


A “Instituição Social” é uma forma de organização da sociedade. Como exemplo, podemos citar a família, o Estado, a Escola, as ONGs e a denominação religiosa.



A instituição social é uma estrutura social relativamente permanente e marcada por padrões de comportamentos delimitado por normas e valores específicos, sendo marcada por finalidades próprias, além de uma estrutura unificada.



Tomemos como exemplo as denominações religiosas. Por denominação religiosa entendemos as instituições praticantes de uma religião. O cristianismo é uma

religião, já a Igreja Católica Apostólica Romana é uma das denominações religiosas dessa religião. Poderíamos citar como denominação religiosa  a Igreja Universal do Reino de Deus, a Assembleia de Deus, a Igreja Presbiteriana do Brasil, etc.



No caso das denominações religiosas, sua estrutura é marcada por uma hierarquia específica (por exemplo, Pastor, diácono, obreiro, membro, etc.), normas de conduta (por exemplo, não usar determinados objetos ou vestimentas), crenças (por exemplo, crer na Trindade) e valores próprios (não matarás, não cobiçar a mulher do próximo).



Todas as Instituições Sociais têm função (meta, objetivo ou propósito) e estrutura. A função é o elemento agregador, enquanto que a estrutura é o elemento organizador, possibilitador da convivência social.



As instituições podem ser de origem espontânea (família) ou criadas (denominação religiosa). Existem basicamente dois tipos de Instituições Sociais, quanto a sua forma de atuação:



1.    Regulativas;

2.    Operativas:



As Instituições Regulativas, como sugere o nome, tem por característica de atuação a regulação. Aqui se enquadra a denominação religiosa, a escola e a família. As instituições operativas caracteriza-se pela atuação operativa, como por exemplo o os órgãos públicos de operação, como o Departamento de cobrança de Impostos.



 Referência Bibliográfica

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Sociologia Geral. 7ª edição. São Paulo: Atlas, 2010.




Organização: Profª Lourdes Duarte






RELAÇÃO DE TRABALHO, CONTEÚDO DO 2º ESTUDOS GERAIS DO 1º BIMESTRE.






Relação de trabalho



  A teoria da relação de trabalho surgiu e ganhou projeção na Alemanha nazista, através do anticontratualismo, também na Itália facista com o institucionalismo. Esses sistemas visavam a economia do Estado, onde o trabalhador e o empresário não tinham liberdade de escolha, senão trabalhar e produzir. O trabalhador era um hipossuficiente. Seu estado de necessidade retirava-lhe o poder de escolha, obrigando-o a trabalhar para manter-se. Do outro lado, o empresário era obrigado a contribuir para a produção nacional. Os direitos e obrigações de cada um estavam dispostos num Estatuto editado pelo Estado. Não havendo o acordo de vontade que caracteriza o contrato, entendiam que se tratava de uma relação de trabalho não contratual1 .


     Em oposição a essa corrente havia o contratualismo intervencionista, que apesar de verem a hipossuficiência do trabalhador e de estabelecer garantias legais mínimas que não poderiam ser renunciadas, permitiam que outros direitos fossem negociados segundo a vontade das partes. O trabalhador era protegido por garantias mínimas, conservando o poder de escolha para quem, onde e de que forma trabalhar, além de poder negociar direitos supervenientes à garantia mínima. Essa corrente de pensadores via na relação de trabalho uma relação contratual2
A importância de se estabelecer os exatos limites da relação de trabalho reside na separação da competência material entre a Justiça do Trabalho e a Justiça Comum. O art. 114 da CF estabelece que a Justiça do Trabalho é competente para “processar e julgar as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e também outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei”. Em outras palavras, é importante delimitar precisamente o conceito de relação de trabalho para saber se a ação será proposta perante a Justiça do Trabalho ou perante a Justiça Comum.
Conceito. A doutrina e a jurisprudência concordam que Relação de Trabalho é o gênero das quais são espécies diversas formas de prestação de trabalho humano, contratual ou não, remunerado ou não3 . É um termo ainda em aberto, do qual a doutrina e a jurisprudência têm encontrado dificuldades em delinear seus exatos contornos. Daí, encontra-se dificuldades de se precisar quais são as espécies desse gênero.
No Brasil há uma correspondência entre contrato de trabalho e relação de trabalho, quando a CLT define contrato de trabalho como o acordo, tácito ou expresso, correspondente à relação de trabalho (art. 442 da CLT). Assim, não encontramos dificuldades em afirmar que o contrato de trabalho é definitivamente uma espécie desse gênero, abrangendo desse modo uma extensa gama de sub-espécies contratuais: o trabalho subordinado, o contrato de empreitada, locação de serviço, trabalho avulso, o estágio, o trabalho autônomo, o trabalho temporário.
Uma grande discussão jurídica trava-se em torno da inclusão do serviço público estatutário e do trabalho prestado por profissional liberal, no gênero da relação de trabalho4 5 . O problema da exata definição da relação de trabalho, se dá pela dificuldade de separá-la de relação de consumo e de distinguí-la da relação administrativa.
Alguns juristas sustentam que quando o trabalho é prestado com pessoalidade, a relação de consumo se confunde com a relação de trabalho, como no caso dos profissionais liberais (advogado, médico, engenheiro)6 . Outros, entendem que os profissionais liberais têm com seus clientes uma relação de consumo 7 .
Quanto ao serviço público estatutário, alguns sustentam tratar-se de relação administrativa, diferente de relação de trabalho. Vários Ministros do Supremo Tribunal Federal-STF, já se pronunciaram no sentido de excluir do gênero relação de trabalho, o vínculo estatutário. Há uma liminar proferida por aquela Côrte (ADIn 3395/STF), suspendendo qualquer interpretação que inclua o serviço público estatutário no gênero relação de trabalho, todavia a matéria aguarda decisão definitiva8 .



FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%A3o_de_trabalho

Organização da postagem: Profª Lourdes Duarte

Max Weber economia e sociedade